sábado, 16 de agosto de 2014

OS DIAS DELAS



|M.: camisa de noite Zara Home; V.: Body Laranjinha e fofo Zara Mini|


Desde o início da gravidez, e para quem foi Mãe de segunda viagem compreende, que esta era uma das minhas grandes curiosidades: "como seria o primeiro contacto, os primeiros dias de irmãs, seria difícil para a irmã mais velha. A querida M. só soube que eu estava grávida às 22 semanas (mais-coisa-menos-coisa) e acidentalmente numa conversa entre mim e o Pai. Não queríamos que vivesse em ansiedade (para isso já chegava a Mãe). Disse-lhe na altura que iria ser um processo demorado, que ainda faltava muito tempo e que teríamos que ter paciência. Fui-lhe dizendo que a mana-bébé quando nascesse não iria logo brincar com ela, que só comia e dormia e que teríamos que tratá-la com muito cuidado pois seria muito pequena. Fui-lhe dizendo que quando a mana-bébé nascesse que iria precisar da sua ajuda: para me ir buscar uma fralda, segurar na chucha ou até mesmo cantar músicas de embalar (que tão bem sabe fazer). Tudo com a intenção de não lhe causar nenhuma decepção quando a mana-bébé nascesse. Recordo-me de um dia, acidentalmente termos levado a M. a uma ecografia e que a reacção dela foi péssima (olhou para o ecografo e pensou certamente: "é esta a minha mana-bébé? Pensei que fosse um Nenuco e não esta coisa que mais parece uma mancha sem significado).

Pois que o grande dia tinha chegado e a M. soube que a mana-bébé nascera. O Pai disse-me que ficou radiante. Quando chegaram à Maternidade e vi a M. a entrar (morria de saudades dela) os olhos dela brilhavam...brilhavam mesmo. Assim, que a ouviu chorar: tapou os ouvidos e disse: "detesto este choro".  Estava ali um turbilhão de emoções.

Cheguei a casa e não podia ter sido melhor. Sei que a V. também tem ajudado porque é uma bébé calma (com tudo a que tem direito: cólicas, sonos trocados e dúvidas sobre o que terá). Há espaço para enfiar mais uma na cama e estarmos em namoro as três. Há espaço para ficarmos a olhar-nos vezes sem conta. Há espaço para deixar a M. explorar a irmã. Há espaço para ver a M. a chamar a atenção com uma birra sem nexo (ninguém disse que era fácil) e voltar a si.
Há espaço para amar da mesma maneira e sem clichês estas duas raparigas que me escolheram para ser sua Mãe. Amor este que é ter tido a oportunidade de ter outra filha querida.

Se ainda não estou em mim? Não estou. É talvez bom demais para ser verdade. Mas, todos merecemos "Isto".

Com amor,
Joana
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3 comentários:

  1. Olá Joana,
    muitos parabéns pelas fotos, conseguiste captar o amor incondicional existente entre as manas...

    Adorei as tuas almofadas Tee-Pee, lindas!
    Publiquei também um post com umas almofadas do género da marca OYOY, fica o convite para dares uma espreitadela.

    Beijinhos e muito sucesso!!!

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